N-Portugal :: Wi-Fi Connection :: N-PT TV :: Fórum
  
 N-Portugal
 » Home
 » Enviar Notícia
 » Recomendar
 Nintendo
 » Hardware
 » Periféricos
 » Lançamentos
 » Previews
 » Reviews
 Scene
 » Podcast
 » Videos
 » Entrevistas
 » Artigos
 » Eventos
 » Torneios
 » Passatempos
 » Fórum
 Equipa
 » Equipa
 » Oportunidade
 » Contacto


 
Registar
Retirar



Título:
Okami
..................................
Editor:
Capcom
..................................
Produtor:
Ready at Dawn
..................................
Género:
Aventura
..................................
Site:
http://www.okami-game.com/


OKAMI
 
Parece não haver review que não toque nas semelhanças entre Okami e The Legend of Zelda. A verdade parece ser mesmo essa, Okami está repleto de pormenores oriundos do universo do clássico da Nintendo. No entanto, muitos outros jogos terão já tentado incluir alguns desses pormenores que fazem de The Legend of Zelda um clássico intemporal.

O que tem Okami de tão especial que o faz um caso de sucesso mesmo entre fãs de Zelda?

Nas primeiras horas de jogo, Okami introduz um mundo colorido de personagens de carácter familiar, uma aldeia e um lobo branco. O lobo é Amaterasu, o personagem principal. Cedo é introduzido o personagem de suporte (Issun) que acompanha o lobo na sua aventura pelo mundo de Nippon. Issun depressa se torna no meio de comunicação de Amaterasu com as restantes personagens. Isto porque, como Link, Amaterasu é personagem mudo. É de notar que, contrariando a maioria dos jogos do mesmo género, o personagem principal não é humano, permitindo uma construção de carácter heróico diferente do que estamos habituados a ver. Segundo a mitologia japonesa, Amaterasu é a deusa do sol cujo nome significa literalmente “a que ilumina o céu”. Diz a história (em Okami) que a deusa encarna na estátua de um lobo branco de nome Shiranui. Seria de esperar que o sexo do personagem fosse masculino. Curiosamente, e contribuindo para a complexidade do mesmo, o sexo do lobo branco é indeterminado. De certo que Amaterasu nos é introduzido como deusa, mas  alguns factos ao longo da aventura dizem o contrário. Dois dos factos são a insistência do personagem em olhar fixamente para partes do corpo de personagens femininas ou por urinar em pé.

Okami apresenta um modo de jogo e de controlo únicos. Através do uso de um pincel (Celestial Brush), Amaterasu é capaz de modificar o ambiente em que se encontra. Invocar o pincel pausa o tempo e permite ao jogador desenhar símbolos que se traduzem em comandos, entre os quais: invocar vento, criar arvores, cortar ou transformar objectos, controlar o fogo, criar objectos em falta, transferir líquidos, etc. Esta técnica é usada na exploração do mundo de Nippon assim como nos combates. Ao longo da aventura, é possível desenvolver algumas características de Amaterasu. O jogador poderá escolher entre desenvolver a capacidade de desenho da personagem, a quantidade de energia vital, níveis de ressuscitação ou quantidade máxima de transporte de dinheiro. Algumas armas são também disponibilizadas à medida que se progride na aventura, sendo possível fazer combinações das mesmas, duas a duas.

As primeiras horas de Okami não lhe fazem justiça. Depressa nos fartamos do comportamento impulsivo de Issun, dos diálogos sem voz, dos controlos nem sempre perfeitos, da passividade de Amaterasu que se reflecte da sua ausência em diálogo e na perda de fluidez gráfica em algumas situações. É só aquando a saída dos heróis para exploração das zonas exteriores à aldeia que nos apercebemos que Okami é muito mais.

O jogo é dividido (como em Zelda) em etapas de exploração que culminam em zonas do género dungeon, onde esperamos encontrar um boss. No entanto, e ao contrário do que acontece em Zelda, as dungeons nem sempre se distinguem das etapas de exploração dando ao jogo uma sensação de continuidade que disfarça o já esperado e repetitivo esquema exploração-dungeon-boss. 

Okami extende-se por mais de 35 horas de jogo e pode por vezes tornar-se aborrecido. No entanto, rapidamente aprendemos que é precisamente nesses momentos que o jogo muda e nos surpreende. Não teremos de contar por muito tempo com a mesma história, o mesmo vilão, as mesmas personagens ou ambientes, porque rapidamente tudo se altera. Depressa vemos Amaterasu passar de personagem inexistente nos diálogos para personagem expressiva e sentimental; deixamos de ver Issun como personagem suporte e passamos a ver a dupla como um único personagem.

A história de Okami é sem dúvida nenhuma a sua parte mais forte. Encontramos humor na maioria dos diálogos, mesmo nas situações mais sérias. Com uma história fragmentada em diferentes etapas, todas elas diferentes e extensas, seria de temer que se perdesse o fio à miada. A verdade é bem diferente. O resultado é uma aventura complexa e surpreendente em que, ao contrário de Zelda, é impossível prever o rumo da acção.

Também as personagens parecem ter sido alvo de grande dedicação por parte dos criadores. Os "bons da fita", juntamente com os vilões, ajudam a criar um universo que chega a superar o de Twilight Princess. Amaterasu, ao contrário de Link, nunca está sozinho e os personagens introduzidos ao longo da história superam a mera presença em mini-quests, tornando-se parte da aventura.

Os controlos sofrem do sindrome "originalidade vence imperfeições". Por vezes será necessário repetir um comando várias vezes para obtermos o resultado esperado. Não são perfeitos mas podemos afirmar que as imperfeições são rapidamente superadas pelos pontos positivos. Passadas algumas horas de jogo, dificilmente nos conseguimos imaginar a jogar Okami num comando clássico.

O grafismo adoptado em Okami é do género cell-shaded e encaixa como uma luva na história, nos poderes Celestial Brush de Amaterasu e no mundo inspirado em paisagens nipónicas. A versão original (PS2) era caracterizada por um filtro gráfico que se assemelhava a desenho sobre papel. Na versão Wii, Okami perde o filtro e ganha cores mais vivas ao género de cartoon. A preferência gráfica entre a versão PS2 e a versão Wii reduz-se ao gosto pessoal de cada jogador, dado que esta é a única diferença entre as versões. Poucas são as ocasiões em que podemos dizer que Okami não satisfaz graficamente. As personagens são de detalhe consistente desde o inicio e os ambientes são variados, proporcionando algumas das paisagens mais interessantes que já apareceram na Wii.

A versão Wii não oferece nenhum conteúdo adicional em relação à versão original (lançada em 2006) e peca nesse sentido. No entanto, Okami não deve ser visto como uma reedição. É na verdade um título intemporal que se encaixa em perfeição no hardware da consola da Nintendo.

Okami é sem dúvida nenhuma fruto do empenho de fan-boys de Zelda - facto assumido publicamente pelos criadores e ex-membros do agora inexistente grupo Clover Studios. É isso que o torna mágico para além de uma simples cópia de boas ideias. Amaterasu torna-se numa personagem a recordar numa luta épica contra uma série de vilões. Será difícil esquecer Amaterasu de boca aberta e olhos fixos nas meninas que lhe pedem ajuda, da mesma forma que é difícil esquecer as expressões que fizeram de toon Link um marco no franchise Zelda.

José Lourenço







© 2007 - 2008 N-Portugal
Site optimizado para Microsoft Explorer 5.0 e superiores
Nenhuma parte deste site pode ser reproduzida sem a permissão prévia do N-PORTUGAL



Retro
Imagem de Zack & Wiki
Wii » Zack & Wiki
Wii » Fabebreaker K.O. Party
DS » Zubo
DS » SimCity Creator
Wii » Bleach: Shattered Blade
DS » Lock's Quest
DS » Spore Creatures
DS » Ninja Gaiden: Dragon Sword
DS » Final Fantasy Tactics A2: Grimoire of the Rift
Wii » Fire Emblem: Radiant Dawn
» Podcast N-PT: Bloopers #1
» Podcast N-PT #2: Rescaldo da E3 2008
» Podcast N-PT #1: A Caminho da E3 2008
N/A
N/A
de Blob
...................
Produtor
Blue Tongue

...................
Editor
THQ

...................

Pontuação N-PT: 8,5